
NR-1: como a nova norma irá impactar líderes e o futuro das empresas
Para combater casos de burnout, depressão e ansiedade, empresas já se movimentam e investem em treinamentos de lideranças, áreas de lazer e felicidade e até criam ‘hospital interno’
Durante anos, a saúde mental ocupou um espaço secundário nas empresas. O tema era frequente em campanhas internas ou iniciativas isoladas do RH, mas raramente tratado como parte da estratégia de gestão A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor em maio, muda esse cenário ao exigir que riscos psicossociais, como estresse crônico, sobrecarga, assédio moral e sexual e metas metas inalcançáveis sejam identificados e tratados de forma estruturada dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Na prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que antes eram frequentemente atribuídos ao indivíduo. Agora, é a liderança que estará sob nova pressão.
Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/carreira/nr-1-como-a-nova-norma-ira-impactar-lideres-e-o-futuro-das-empresas/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento
No cenário global, a Organização Mundial da Saúde estima que 12 bilhões de dias úteis sejam perdidos anualmente por ansiedade e depressão, gerando uma perda de 1 trilhão de dólares para a economia mundial. No Brasil, seguno a Previdência Social, mais de 546 mil benefícios por incapacidade foram concedidos em 2025 por transtornos mentais e comportamentais, recorde histórico e alta em relação ao ano anterior.
Liderança entra no centro da discussão
Com a nova exigência regulatória, saúde emocional deixa de ser pauta pontual e passa a exigir mudanças sistêmicas que envolvem metas, processos, cultura organizacional e principalmente a liderança.
Ambientes marcados por urgência permanente, metas difusas e comunicação pouco clara tendem a aumentar erros, retrabalho e rotatividade. Neste contexto, programas de bem-estar desconectados da rotina real de trabalho tendem a perder eficácia.
“Não adianta falar de saúde mental mantendo metas incompatíveis com a capacidade das equipes. A norma força essa discussão”, diz a executiva.
O que mudará na prática com a NR-1?
Martins aponta alguns movimentos que tendem a ganhar força com a nova norma nas empresas:
Mapear riscos psicossociais com método: ouvir equipes, analisar rotinas e indicadores de absenteísmo e rotatividade ajuda a identificar fatores de adoecimento.
Preparar lideranças: gestores precisam de formação para reconhecer sinais de sobrecarga e conduzir equipes com clareza “Liderança despreparada amplifica riscos”, diz Carla.
Revisar metas e processos: metas desalinhadas e fluxos confusos são fontes recorrentes de estresse e queda de performance.
Escolher parceiros estratégicos: consultorias devem integrar gestão, cultura e indicadores, não apenas promover ações pontuais.
Tratar saúde emocional como indicador de gestão: clima organizacional e segurança psicológica precisam ser acompanhados com métricas consistentes.
Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/carreira/nr-1-como-a-nova-norma-ira-impactar-lideres-e-o-futuro-das-empresas/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento
